Ganhou o contrato, precisa dar garantia. Caução, fiança ou seguro? A escolha define quanto do seu capital fica preso e quanto continua trabalhando.
Sua empresa ganhou um contrato importante e agora precisa apresentar uma garantia. As opções mais comuns são três: caução em dinheiro, fiança bancária ou seguro garantia. A escolha entre elas define quanto do seu capital vai ficar preso — e quanto vai continuar trabalhando na operação.
É a forma mais direta: a empresa deposita o valor exigido, que fica retido durante todo o contrato. Simples, mas com um custo alto e invisível — o custo de oportunidade. Aquele dinheiro parado não compra estoque, não paga fornecedor à vista com desconto, não financia crescimento.
Para um contrato de longo prazo, imobilizar 5% ou 10% do valor em dinheiro pode significar centenas de milhares de reais fora da operação por anos.
O banco emite uma carta de fiança garantindo a obrigação. Não imobiliza dinheiro diretamente, mas consome o limite de crédito da empresa no banco — reduzindo a capacidade de tomar empréstimos para investir. Além disso, costuma ter custo elevado e exigir contragarantias.
A empresa paga um prêmio (um percentual do valor garantido) e a seguradora emite a apólice. O capital de giro fica totalmente livre, e o limite bancário permanece intacto. É a opção que preserva a capacidade financeira da empresa.
Não basta comparar o custo do prêmio do seguro com "zero" da caução. A caução tem o custo de oportunidade do capital parado. Quando você soma o que aquele dinheiro renderia ou possibilitaria na operação, o seguro garantia quase sempre sai na frente.
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